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  Maria Esther Maciel
Escritora e professora de Teoria da Literatura e Literatura Comparada da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É mestre em Literatura Brasileira pela UFMG e doutora em Literatura Comparada pela mesma instituição, com Pós-Doutorado em Cinema pela Universidade de Londres. Integra o projeto internacional Problematizing Global Knowledge – The New Encyclopaedia Project, do Theory, Culture & Society Centre, da Nottingham Trent University (Inglaterra). Suas publicações incluem O livro de Zenóbia (2004) e A memória das coisas (2004), ambos pela Lamparina.
 
 

 

 
Romanceiro de Dona Virgo

Claudio Daniel.
Maninha Cavalcante.(ilustr.)
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Conjunto de seis narrativas irreverentes e paródicas acerca da história da literatura de língua portuguesa, do trovadorismo à época atual. No caleidoscópio léxico passeiam personagens como Camões, Cláudio Manuel da Costa e Cruz e Sousa. O gênero “conto” não é suficiente para definir a prosa de invenção de Claudio Daniel, dotada de múltiplas linguagens e gramáticas — do coloquialismo brasileiro ao fluxo joyciano. “Este é o livro de um jovem erudito do terceiro milênio, que pode mixar em sua tela fragmentos de Pero Vaz de Caminha ou Li T’ai Po, e ainda citar nos letreiros luminosos nomes que vão de Franz Kafka e Sylvia Plath a Peter Greenaway, ao som de Richard Wagner ou Charles Mingus” (Sérgio Sant’Anna).

 
 

 

 
O livro de Zenóbia

Maria Esther Maciel.
Elvira Vigna. (ilustr.)
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Trata-se de uma narrativa poética com passagens de intenso lirismo, delicadeza e humor sutil. A subjetividade oblíqua está presente em descrições da vida amorosa e familiar da personagem, suas recordações da infância, receitas culinárias, listas de flores prediletas, livros de cabeceira e outros exercícios de classificação. Distante do realismo psicológico tradicional, o enredo é dinâmico, em capítulos breves, com influências técnicas do cinema, em flashes de sensorialismo. Retrato de uma mulher do interior em sua existência rotineira, o livro, ilustrado por Elvira Vigna, é uma incursão no universo feminino, uma investigação lúcida da sensibilidade, um questionamento dos limites entre vivência e imaginário.

 
 

 

 
A memória das coisas: ensaios de literatura, cinema e artes plásticas

Maria Esther Maciel.
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Compilação de ensaios escritos entre 1999 e 2003, publicados esparsamente em revistas e jornais do Brasil e do exterior, acerca do uso criativo dos sistemas de classificação do mundo por parte de escritores, cineastas e artistas contemporâneos. Jorge Luis Borges, Peter Greenaway, Arthur Bispo do Rosário, Georges Perec e Carlos Drummond de Andrade são alguns dos autores de referência, os quais têm suas obras exploradas em sua pulsão colecionadora. Também se abordam, sempre a partir de um enfoque comparativo e transdisciplinar, questões sobre a interseção de literatura e cinema, a tradução criativa, a mesclagem de gêneros literários e a escrita poética. Foi um dos dez finalistas do Prêmio Jabuti de 2005.

 
 

 

 
A linha que nunca termina: pensando Paulo Leminski

André Dick.(org.)
Fabiano Calixto.(org.)
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Tributo a Paulo Leminski em razão dos sessenta anos de seu nascimento. A trajetória polifônica do escritor paranaense, falecido em 1989 em decorrência de cirrose hepática, é analisada de maneira híbrida por 43 autores que lhe desvelam, mediante ensaios, resenhas, depoimentos, poemas e ilustrações, as múltiplas faces: poeta, romancista, tradutor, músico, crítico, missivista, biógrafo, publicitário, agitador cultural. Segundo Delmo Montenegro, que assina um dos capítulos, “estudar Leminski — nosso Rimbaud budista- -nagô — pode ser a chave para o resgate do sentido inequívoco de nossa brasilidade”. O livro apresenta ainda uma cronologia de sua vida e um compêndio bibliográfico de sua produção.