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  Lucia Castello Branco
Doutora em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e professora titular de Estudos Literários na mesma instituição. É autora de Contos de amor e não (2004) e A mulher escrita (2004) e coautora, com Ruth Silviano Brandão, de A menina e a bolsa da menina (2004), todos pela Lamparina.
 
 

 

 
Contos de amor e não

Lucia Castello Branco.
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Os dez contos deste livro são perpassados pela delicadeza com as palavras e as personagens. Ambas compõem enredos nomeados por advérbios, pronomes, conjunções: não, assim, talvez, antes, depois, qualquer, aliás, todavia, sim, ainda. Os sentimentos dão-se a ler, amiúde suspensos e indefinidos, no aparente oximoro de intenções ocultas, pulsantes em alguma medida entre suaves e intensas. A comunicação, plena de lacunas e palavras meias, cicia em entrelinhas de vocábulos grafados a meia-voz. “Como se não fossem um homem e uma mulher, os dois se sentaram ali, diante do livro. Assim, como se não fossem, puseram- -se a ler letras espessas de uma página antiga. Um silêncio branco. Um movimento branco. Um branco amor, talvez” (“Assim”).

 
 

 

 
A mulher escrita

Lucia Castello Branco.
Ruth Silviano Brandão.
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Investiga o feminino na literatura por meio de um duplo aspecto. De um lado, Ruth Silviano Brandão aborda “a mulher escrita”, “representação da mulher como ficção masculina”, sintoma da escrita fálica. Do outro, Lucia Castello Branco analisa “a escrita mulher”, expressão da capacidade de escrever com o corpo, numa linguagem distinta, “feminina em sua origem arquetípica, e não propriamente em sua fisiologia”, anterior à Lei do Pai. O elo teórico é um pensamento psicanalítico, de inspiração lacaniana, sobre o feminino. Lya Luft, José de Alencar, Aluísio de Azevedo, Rubem Fonseca, Gilka Machado, Florbela Espanca, Clarice Lispector, Hilda Hilst e Sófocles são alguns dos autores examinados.

 
 

 

 
A menina e a bolsa da menina

Lucia Castello Branco.
Thais Linhares.(ilustr.)
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Bolsa como metáfora para ganhar o mundo e a imaginação — eis a forma como Lucia Castello Branco, professora de literaturas brasileira e portuguesa da UFMG, transforma um objeto tão almejado por meninas em metonímia de viagem, descoberta, autoconhecimento. Com habilidade de ourives, a autora não trata o público infantil e juvenil feito criança; lá pelas tantas ajunta ao substantivo “brinquedo” o misterioso adjetivo “inconsútil” — o que enseja outra possível função: bolsa para guardar palavras novas. A história rende homenagem ao escritor Wander Piroli, autor de O menino e o pinto do menino. A ilustradora Thais Linhares recebeu em 2002 a menção de Altamente Recomendável para Crianças e Jovens pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).