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  Glauco Mattoso
Poeta e prosador. É de Pegadas noturnas (2004) e de A planta da donzela (2005), ambos pela Lamparina, e colaborador da revista Caros Amigos.
 
 

 

 
Pegadas noturnas: dissonetos barrockistas

Glauco Mattoso.
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Antologia de 86 sonetos de Glauco Mattoso, poeta comumente denominado “maldito” e “pornográfico”. Dois de seus temas usuais, a cegueira e o fetiche por pés, estão presentes aqui: “Se é rei quem tem um olho em terra cega,/ o cego é escravo em terra de caolho./ […]// Depois que fiquei cego, ninguém nega,/ meu amanhã jamais sou eu que escolho./ Se é noite o dia todo, eu sói me encolho,/ pois sei onde é que o pontapé me pega.// No fundo, a sensação que mais molesta/ é estar preso no escuro do porão/ enquanto quem enxerga faz a festa.// No chão, sentindo o peso do pisão,/ um único consolo a mim me resta: lamber a sola de quem tem visão”. A edição inclui entrevista a Claudio Daniel e prefácio de Franklin Alves.

 
 

 

 
A planta da donzela

Glauco Mattoso.
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Em seu primeiro romance de ficção, o poeta Glauco Mattoso explora a vertente fetichista de José de Alencar, esmiuçada na pesquisa histórica sobre o perímetro urbano e os costumes do Rio de Janeiro — na época, Corte imperial —, a partir da releitura e reescritura de A pata da gazela. Mattoso faz mais do que uma paródia, calcada no pé como objeto de desejo: cria uma composição de referências literárias do século XIX, com citações diretas ou indiretas de autores do romantismo, como Álvares de Azevedo. Não é a primeira vez que Glauco Mattoso, codinome de Pedro José Ferreira da Silva, incorre no método da recriação textual: numa série de sonetos, ele já reescrevera contos de Machado de Assis.