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  Antonio Negri
Cientista social italiano, lecionou no Collège International de Philosophie e na Universidade de Paris VIII, além de ter editado a revista Futur Antérieur. É autor de Cinco lições sobre Império (2003), Kairòs, Alma Venus, Multitudo (2003), O poder constituinte (2002) e coautor, com Maurizio Lazzarato, de Trabalho imaterial (2001), todos pela DP&A.
 
 

 

 
Trabalho imaterial:
formas de vida e produção de subjetividade

Maurizio Lazzarato.
Antonio Negri.
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A noção de trabalho mudou muito quanto ao modelo de produção industrial fordista. Hoje, tende-se à substituição do “operário-massa” taylorista, asfixiado pelo automatismo indiferenciado de suas ações, pelo “operário social”, fortalecido na subjetividade criativa da condução de seu ofício. Tal é o conceito de trabalho imaterial destrinçado pelos autores. Remontando a Marx e ao movimento operaísta italiano da década de 1970, eles mostram que é cada vez menos expressiva a associação de emprego à estrutura padronizada do chão fabril. Na imaterialidade do trabalho, o tempo liberta-se dos parâmetros rígidos e homogêneos de outrora, assumindo contornos mais fluidos.

 
 

 

 
O poder constituinte: ensaio sobre as alternativas de modernidade

Antonio Negri.
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Negri elucida o conceito de poder constituinte, caracterizando-o como a atividade produtora das normas constitucionais dos ordenamentos jurídicos e situando-lhe a genealogia nas ondas revolucionárias da modernidade. Da Renascença à Revolução Inglesa, da Independência Americana à Revolução Francesa, da experiência soviética aos horizontes das lutas contemporâneas, ele analisa, com abrangência, erudição e potência crítica, o pensamento de autores como Maquiavel, Harrington, Burke, Jefferson, os “federalistas”, Rousseau, Sieyès, Tocqueville, Marx, Lenin e, recorrentemente, Espinosa. O propósito é reivindicar uma “tradição anômala” no eixo Maquiavel-Espinosa- -Marx, com o recurso à contribuição de Deleuze e Foucault.

 
 

 

 
Kairòs, Alma Venus, Multitudo: nove lições ensinadas a mim mesmo

Antonio Negri.
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Como inventar uma história do “materialismo contra o poder”? Antonio Negri desafia o predomínio do idealismo e do transcendentalismo para retomar a argumentação a partir de uma pergunta urgente: poderão os pobres decidir sobre o destino da humanidade e construir uma vida de homens livres? Com essa interrogação como pano de fundo, os ensaios passam pelo evento do conhecer e do nomear (Kairòs), pela nova forma de relação com o outro (Alma Venus) e pela multidão que experimenta seu potencial de liberdade (Multitudo). Nestes pensamentos escritos no cárcere, o autor propõe o materialismo como o “outro” irredutível do poder, ressaltando o surgimento das resistências e os fundamentos de uma constituição ética.

 
 

 

 
Empresários e empregos nos novos territórios produtivos: o caso da Terceira Itália

Alexander Patez Galvão.(org.)
André Urani.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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É um livro voltado para o debate brasileiro em torno das estratégias para a geração de empregos. A experiência italiana é apropriada, pois a região, tradicionalmente pobre e devastada pela Segunda Guerra, tornou-se uma das mais prósperas da Europa, com a melhor renda per capita e a menor taxa de desemprego. Como em tão pouco tempo se deu a transformação, calcada nos distritos industriais formados por pequenas e médias empresas e num contexto democrático mas de fortes instabilidades políticas, é o que se pode ler nesta obra. O exemplo da Terceira Itália merece ser estudado, pois, se bem assimilado, poderá rever alguns rumos da história brasileira.

 
 

 

 
Cinco lições sobre Império

Antonio Negri.
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Organizado a partir de cinco aulas ministradas pelo autor no Instituto de Sociologia da Universidade de Cosenza em 2002, ressalta elementos da metodologia de pesquisa que resultou no livro Império, escrito em coautoria com Michael Hardt. No percurso crítico e lúcido de suas análises, o autor se aprofunda em alguns aspectos do que ele demonina “Império”, como seu caráter monárquico, “particularmente evidente sobretudo em tempos de conflito militar, quando […] o Pentágono domina o mundo com suas armas atômicas e sua tecnologia militar superior”. No embate entre a multidão e o Império, Negri confia — esperançoso numa sociedade melhor em todos os sentidos — na força dos militantes dos movimentos globais. A edição conta com contribuições de Danilo Zolo e Michael Hardt.

 
 

 

 
As multidões e o império: entre globalização da guerra e universalização dos direitos

Giuseppe Cocco .(org.)
Graciela Hopstein.(org.)
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A ideia deste livro nasceu em meio às manifestações contra a reunião dos oito países mais ricos do mundo (g-8) em Gênova, na Itália, em 2001. A forte repressão policial, marcada por prisões e espancamentos, além da morte de um jovem, corroborou a lógica de guerra do governo Berlusconi, metonímia da dinâmica unilateral da política externa norte-americana (exemplificada pela recusa ao tratado de Kyoto e pela rejeição ao controle de armas biológicas). O objetivo inicial de compreender a “política das multidões” foi ampliado pelo 11 de Setembro em Nova York. Impossível restringir-se a Gênova com a fumaça sinistra dos escombros do World Trade Center obscurecendo o horizonte do “movimento dos movimentos”.